Aprender a viver entre as vozes que tudo sabem

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O meu maior desafio desde que o Santiago nasceu foi saber criar um “filtro” que me permite seguir alguns conselhos e afastar outros. Isto porque quando nasce um bebé, nasce também uma quantidade infinita de “sabe-tudos” que são mestres da pedagogia e que nos tentam impôr a sua forma de viver. Fico espantada com o à vontade com que as pessoas se metem na educação, na alimentação, na vida diária e no método com que criamos os nossos filhos…que são nossos e que nós conhecemos melhor que ninguém, esta é a verdade. Na primeira consulta de pediatria do Santiago cheguei com mil e uma questões e todas eles começavam com “é verdade que…” ou “eu ouvi dizer que”. Depois de ter feito 50 mil perguntas a Dra. Joana Appleton Figueira olhou-me nos olhos e disse-me uma coisa que nunca mais vou esquecer : “Carolina, este é o SEU filho. O seu instinto vai-lhe dizer o que deve fazer muitas das vezes, confie nele.” E a verdade é que essa maxima me ajudou, e muito, daí para a frente. Apesar de existirem muitas coisas comuns a todos os bebés, cada bebé é único,singular e irrepetível e cabe-nos a nós conhecê-lo ao nosso ritmo e decifrar os seus sinais. Desde o início que sofri com muita gente a dizer “Não podes pegar no bebé a cada vez que ele chora”, “Olha que os bebés são manhosos, se começas a fazer isso ele faz o que quer de ti” ou então “Não podes habituá-lo ao colo, dás-lhe demasiado colo”. Não acredito que exista “demasiado colo” quando falamos de um recém nascido nem acredito que devemos “deixá-lo chorar”. Um bebé recém-nascido não chora por birra ou manha, chora porque é a única forma que tem de comunicar, e aos poucos, vamos entendo o que quer dizer. Os bebés precisam da mãe, do aconchego,do cheiro,da calma, precisam de nós porque vieram de dentro de nós e somos tudo aquilo que eles conhecem e reconhecem  num mundo que lhes é totalmente novo! Por isso sim, peguei e pego muito ao colo, adormeço o meu filho e vou socorrê-lo quando chora apesar de todas as vozes que dizem que “isto é só mimo.” e que o meu filho “é tão agarrado à mãe” como se isso fosse uma coisa má.

A fase do pós-parto já e tão desafiante por si só que eu não entendo como é que ainda existe esta necessidade e este à vontade de pressionar as mães para serem aquilo que os outros acham que devemos ser. Se não soubermos criar limites, todas essas opiniões só nos vão causar sofrimento, só nos vão desorientar e muitas vezes vão-nos fazer sentir que estamos constantemente a errar. Ninguém tem esse direito. Claro que há muita coisa que não sabemos e que devemos ouvir, ouvi a minha mãe e a minha sogra quando me ensinaram a dar o banho sem medo, ouvi os seus conselhos e ainda hoje sigo e aprendo muita coisa que me é ensinada, mas prezo muito a minha privacidade e a minha liberdade no que toca a educar e a criar os meus filhos.

Outra coisa que me assustou foi a sensação de que não podemos dizer a coisa errada nem fazer a pergunta errada. Parece que está toda a gente à espera que façamos uma pergunta estúpida ou que digamos alguma coisa estúpida para nos cairem em cima. As pessoas são muito duras a julgar os outros, principalmente a julgar as mães. Estamos todas à procura da melhor forma de fazer as coisas e muitas vezes o que para nós é obvio para outra pessoa pode não ser e nessa altura, quando essa pessoa nos procura ou nos coloca questões,devemos procurar auxiliar antes de criticar. A verdade é que existem pessoas que pouco ou nenhum apoio têm em casa e que vão procurar respostas para as coisas mais elementares, porque não têm orientação ou porque os exemplos que têm não são os melhores. Ter medo, ter dúvidas é tão natural como respirar e eu acredito que se olharmos umas para as outras como parte da mesma equipa e não como alvos a abater podemos disfrutar, e muitas vezes encontrar paz, na maravilha que é a entreajuda.

10 meses passados aqui estou eu, continuo à procura do meu lugar de paz entre as pessoas que dizem que só dão fruta do pomar do jardim do Éden ultrabiológica aos filhos e as que dizem que as crianças têm é de ser felizes e que não faz mal nenhum dar um chocolatinho. Criei o meu forte, o meu ninho, onde entram as vozes que eu procuro e onde fazemos as coisas com conta peso e medida e encontramos o equilibrio para criar crianças saudaveis, fortes e felizes.

 

Por isso,por favor, usufruam do vosso direito de dizerem : “SHIU” (Ainda que seja só dentro da vossa cabeça)e de viverem ao vosso ritmo, com os vossos filhos,ainda  que a vossa vizinha ache que têm um casaco a mais ou a menos ou que são mimados ou que não têm amor. Os outros são os outros, por isso  tratemos dos nossos.

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34Comentários

  1. Tania martins says:

    Tambem sou mãe de um santiago de 3 meses
    E realmente nao e fácil esses comentários, agora tambem ja consegui criar um filtro .
    Beijo

  2. Susana Macedo says:

    É isso mesmo, Carolina! Siga sempre o seu coração! Um enorme beijinho 😉
    Assinado: Susana, Mãe de dois garotos lindos e mimados 😀 (F, com 7 anos, e M, com 4 anos)
    P.S. Gosto imenso de si 🙂

  3. Cláudia Queirós says:

    Bravo!!! 😍😍😍 (Sou mãe ha pouco mais de 2 meses e este texto reflete bem os obstáculos a ultrapassar)👏👏👏😘😘😘

  4. Emilia Ferreira says:

    Eu tenho pena de não ter tido alguém que me desse dicas, fiz muita asneira e quem sofreu com isso foi a minha primeira filha! Como sempre Deus dá nozes a quem não tem dentes!

    1. Angela says:

      Dicas não são palpites quando ninguém os pergunta… Acredite que estar a ouvir constantemente palpites despropositados não são é nada agradável e à mãe mais insegura poderá causar ainda mais sofrimento…
      Acredito no que refere a Carolina, que deveríamos funcionar como uma equipa e mesmo com perguntas mais estúpidas, estás podem não ser estúpidas para a mãe que as coloca.
      Na minha gravidez (e até agora ao fim de 8 meses) ouvi muitas dicas boas, muitas dicas mascaradas de coisas boas, muitos palpites disfarçados de conselhos. Sabe(m) quais foram os mais úteis? Da minha mãe, do meu pai, dos meus sogros, e das enfermeiras conselheiras da amamentação e parentalidade. Tudo o resto era um ar na atmosfera 😊😊
      Obrigada Carolina por tudo o que nos mostra e pela leveza boa com que leva a sua vida. Criar um filho feliz e amado, é o melhor… 😊

  5. Mãe kika says:

    É sempre bom ver que existe alguem com o mesmo pensamento que nós.
    Sabes Carolina (se é que te posso tratar por tu) quando meu bebé nasceu há 9meses atrás.. Foi um inicio muito dificil o medo que tinha de nao conseguir dar lhe o que precisava.. Passava a maior parte do tempo sozinha.. Quando tomei a decisão de deixar de dar peito.. Txiii nem te passa pela cabeça.. Apareceu toda a gente para dar palpites.. Foi nessa altura que me levantei e disse que o filho era meu.. E cabe a mim e ao pai acharmos o que é melhor o pior para ele.. Foi duro.. Alias ainda hoje é.. Mas sabes hoje ja nao dou muito importância a isso.. A ultima palavra será sempre minha digam o que quiserem.. Olho para o meu baby vejo que é feliz e está bem.. Isso significa que o meu trabalho como mãe esta a correr bem..
    Obrigada pelas palavras.. E ja agora muitos parabéns pelo blog e muito sucesso..

  6. Liliana Ribeiro says:

    Revejo-me em cada palavra! 😚 Enerva-me solenemente as opiniões/sugestões e ainda acham que conhecem melhor o bebé,do que a própria mae 😩

  7. Joana Gonçalves says:

    Adorei, aqui em casa à pessoas que pensam que sabem mais que eu porque da primeira vez que sou mãe, porque já criou dois e blá blá blá . Odeio isso… Digo shiu e mil e uma outra coisa na cabeça, se disser algo ainda acabar por criar discussão e muitas vezes calo me pra não haver conflitos. Mas eu é que sou a mãe eu é que sei (nem tudo óbvio) mas quando os nossos filhos nascem cuidamos deles como se tivéssemos sido mães desde sempre. Adoro o teu blog… Beijinhos, Joana.

  8. Salomé Carmelo says:

    Bom dia!
    Como se costuma dizer, “os cães ladram e a caravana passa”. É assim mesmo que tem de ser. É muito fácil falar e criticar e, infelizmente, isso é o pão nosso de cada dia de muitas pessoas. Mãe é mãe e mãe há só uma. E eu aposto o que seja em como estás a dar o teu melhor, e em como isso é muito mais do que o suficiente 🙂 Beijinhos

  9. Sofia Marques says:

    Não podia estar mais de acordo com as tuas palavras 🙂

  10. Alexandra Rua says:

    Maravilhoso desabafo, Carolina. Concordo com tudo. Também tenho um Santiago lindo, mas de apenas 4 meses. Felicidades! Continue a desabafar!

  11. Carla Madeira says:

    Olá Carolina…tive e ainda tenho essas vozes à minha volta…fui mãe há 14 meses e desde o início que as ouço..respeito muito quem o diz mas às vezes aquilo que me dizem deixa-me insegura e a pensar que talvez não seja boa mãe,parece que estou sempre a errar..sou mae de primeira viagem,solteira e tento faZer o que posso pla minha filhota,mas parece que nada disso é suficiente ou bom aos olhos das vozes que sabem tudo.Hoje tento ignora-las um pouco e esquecer os comentarios que fazem…é o melhor que fazemos…Nós somos as mães…somos nós que estamos sempre com eles e que os conhecemos melhor que ninguem❤ beijinhos e muita força…

  12. Verónica Alegre says:

    Leio-me e encontro-me em cada palavra.
    Sou mãe à 3 meses. Vivi e vivo diariamente com esse “julgamento”. São as vozes, os olhares, o pensamento dos Outros que tentam dar a sentença. É muito cansativo, para não falar que a fase do pós parto, para mim, foi dolorosa.
    Muito colo, muito mimo, muita “comunicação” porque o choro é comunicação. E adoro sentir a certeza que reconheço a necessidade em cada choro do Duarte.
    É uma aprendizagem singular em que os Outros se confrontam com a oportunidade de se sentirem “superiores, exemplos a seguir” e mais, sem se aperceberem, destaninizam uma família inteira por acharem que sabem mais e não percebem que só procuram o “aconchego” do ego a partir da “incompetência” de uma nova mãe e de um novo pai.
    Cometem-se estes maus-tratos diariamente.
    Obrigada pelas palavras Carolina.

  13. Cristiana says:

    👏👏👏🔝🔝🔝

  14. Sara Cacais says:

    Carolina , não poderia estar mais de acordo . Dei muito colo muito mimo muito aconchego a minha filha , e passados 18 anos tenho a carteza que foi o melhor que fiz , Apesar das diversa opiniões , críticas e afins , sempre segui a minha intuição . A do Amor do bem e da paz .
    O resultado é maravilhoso , hoje tenho uma filha segura determinada feliz com opinião e vida propria , capaz de enfrentar o que não quer e abraçar convictamwnre que escolhe .
    Na boca dos outros iria viver sempre agarrada e dependente de mim.
    De todas os adolescentes que conheço , os mais independentes e de bem com a vida , foram os mais agarrados as mães enquanto crianças .
    Continua esse é o caminho ❤️
    A melhor vida é construída no Amor ❤️

  15. Nanda Vieyra says:

    Olá Carolina, parabéns pelo texto , estou grávida de 35 semanas e amei. Sou mãe de primeira viagem e tudo é uma nova experiência , e realmente desde que comecei a experienciar esta nova aventura do mundo das mães já ouvi de tudo e tenho a certeza que continuarei a ouvir, mas tal como dizes no teu texto tive que criar a tal barreira para mostrar as pessoas que do meu filho eu é que sei e eu é que decido, as vezes sinto que sou bruta mas acho que é esse o meu dever de mãe. Beijinhos e muito sucesso!

  16. Sara says:

    Muito bom!! Estou completamente de acordo!! Casa criança é uma criança e melhor que ninguém nós mães os conhecemos.. Sabemos interpretar aquilo que eles querem.. Aprendemos tudo isso em três tempos apesar das imensas dúvidas que temos quando se trata do primeiro filho.. Apesar que no segundo filho surgem mais dúvidas porque todos são diferentes.. Mas com tudo o que aprendemos e o que o nosso instinto nos transmite damos o que achamos que é o melhor de nós para eles!! Força Carolina és uma super mãe!! Também tenho dois meninos o mais pequeno tem 9meses e é um prematuro.. Que pra mim foi uma nova experiência com mais desafios medos adições alegrias esperanças tudo o possível e imaginável! Somos guerreiras.. Somos Maes 💖

    1. Sara says:

      Cada*aflições *escrever a pressa e confiar no teclado (inteligente) 😂😂

  17. Márcia Gomes says:

    Tão verdade!!
    Muitos parabéns pelo Blog.
    =)

  18. Catarina says:

    Muito bom 😍
    Revejo me em tudo 😍
    Beijinhos ❤

  19. Joana tavares says:

    Ainda não sou mae.. Mas concerteza irás ajudar muita gente com isto 🙂
    Es incrível Carolina 😍

  20. Ana Filipa Silva says:

    Carolina é tão bom ler os seus textos… simples e diretos. Sou mãe de dois meninos gémeos de 4 anos e senti muitas vezes o peso de tomar decisões julgadas erradas por outros no que respeita aos meus filhos, mas sempre bati o pé! O nosso instinto é deveras o melhor caminho… ! Tem um filho lindo… e certamente vem outro a caminho…

  21. Sílvia Marques says:

    Um desabafo tão verdadeiro! E muitas vezes, essas vozes dos que tudo sabem, são ouvidas e minam toda a confiança das recém mamas! Digo isto hoje, com 41 anos e uma bebé de 3 meses. Nada nem ninguém mina a minha confiança. Nem admito que se metam entre mim e a minha filha. Quando preciso de ajuda procuro-a. Há 22 anos, quando fui mãe a primeira vez, ouvi tudo e todos, porque todos tinham criado não sei quantos filhos e não tinham feito assim. Senti-me um nada, uma falhada, entrei em depressão. Desisti da amamentação em exclusivo porque o meu leite “não prestava”. Desta vez segui o meu instinto apesar das muitas dificuldades. Dou mama em exclusivo e ainda congelo!! Só não concordo com uma coisa: os bebés não fazem birras. A minha pequena faz cada birra de sono que deita a casa abaixo! Obviamente não é por isso que lhe nego colo, muito pelo contrário. É no Colinho que se acalma e se deixa vencer pelo sono…

  22. Lilian silva says:

    Parabéns! É bem isso que acontece, creio eu que com todas as mães de primeira viagem, de segunda às vezes também. Aconteceu comigo com meus dois filhos, mas agente vai aprendendo a lidar com a cituaçao e a ignorar oque não nos faz bem, venha de quem vir.

  23. Lilian silva says:

    Parabéns! É bem isso que acontece, creio eu que com todas as mães de primeira viagem, de segunda às vezes também. Aconteceu comigo com meus dois filhos, mas agente vai aprendendo a lidar com a cituaçao e a ignorar oque não nos faz bem, venha de quem vier.

  24. Joana says:

    Eu respeito opiniões e sugestões, não aceito que achem que são verdades absolutas. Já evito falar… Às vezes parece que fazem perguntas só para criticar a seguir… SIM, adormeço o meu filho ao colo, SIM, “ainda” amamento com 13 meses. O meu filho é mimado e com muito orgulho! 🙂

  25. Anabela says:

    Gostei mto do teu texto. Sou uma mãe de dois adultos e prestes a ser avó de uma Madalena. Também passei por isso, de cada um dar o seu palpite, mas não há dúvida que nós mães e pais, é que sabemos como educar os nossos filhos. Beijinhos

  26. Liliana Albuquerque says:

    Ando completamente louca, desesperada, irritada, por vezes tenho tantos pensamentos maus…pensei tantas vezes: será que há alguém a passar aquilo que passo todos os dias?!?!? Afinal há. Sinto-me mais aliviada 😉 obrigada pelas vossas palavras. Coragem 😉

  27. Fátima says:

    Carolina, a minha filhota também fez agora 10 meses, aliás acho que nasceu no mesmo dia do seu Santiago. Eu vejo muito de mim no seu texto, fui desde início uma mamã muito inexperiente e cheia de medos. Hoje continuo a não saber fazer tudo bem. Mas cada vez que o pediatra me diz que a minha filha está a crescer bem fico contentissima porque a princesa e eu somos uma boa equipa 🙂 felicidades Carolina *

  28. Andreia Cruz says:

    Boa noite Carolina. Mais um tema pertinente e mais uma vez percebemos que todas nós, enquanto mães, passamos pelos mesmos dilemas. Eu mãe de primeira viagem do Santiago de quase 14 meses não fui e não sou diferente! Muitos palpites, muitas mezinhas, muitos “no meu tempo isso não era assim…” no início foi duro ter que lidar com com todas as opiniões/conselhos mas chegou a uma altura que uma amiga me disse “põe os teus limites e ouve o teu instinto” e de facto, essas palavras foram cruciais para responder no momento certo quando se excediam e aprender a ignorar. Agora simplesmente, deixo passar e nem dou muita importância e foi o melhor para poder dar o melhor de mim e aproveitar plenamente este amor aos pedaços 😍 ah e quanto ao colinho, a minha mãe costuma dizer que até aos 5 meses (momento em que retomei o trabalho) o meu filho foi criado ao colo por isso escusado será dizer que continua a ter o colinho pronto sempre que quiser! Beijinho

  29. Duda says:

    Parece que me leste o pensamento… É tao verdade… Existem pessoas (demasiadas eu diria) que nao percebem isso e nao sabem qual o seu lugar face a uma mae com o seu filho. Passei pelo mesmo com a minha filha e, agora que estou gravida novamente, sei o que me espera. Mas tal como da primeira vez eu apenas confiei nos conselhos de pessoas que eu sabia terem conhecimento nas suas palavras. A minha intuiçao acompanhou me e jamais me deixou mal. No final de contas, ninguem melhor que eu, conhecia, ou conhece, a minha filha. E ja agora, se nao dermos colo as crianças vamos dar a quem ??

  30. Claudia says:

    Texto lindo e verdadeiro.continua Carolina adorei 😍😍😍😍😍bjinhos

  31. Cláudia Marques says:

    Adorei o texto, é tudo tão verdade!
    Quando fiquei grávida das coisas que mais me chocou foi mesmo a existência de tantos ‘experts’, que opinam sobre tudo e mais alguma coisa. Mais assustador ainda é que até pessoas sem filhos se achavam (e acham) com o direito de opinar. Porque dou mimo a mais, porque ela ainda mama, porque não a deixo chorar até se cansar, porque lhe dou colinho quando pede.
    A minha filha já tem 29 meses e ainda “oiço” muitas opiniões. Tal como a Carolina, custou no início mas aprendi a filtrar. Dou à minha filha o colo que ela quer (como diz o pediatra espanhol Carloz Gonzalez, não há pessoas presas por excesso de carinho), o mimo que entender que devo dar. É minha filha e ninguém melhor do que eu e o pai sabe tratar dela e dar-lhe o que precisa. São o nosso tesouro.
    Adoro o seu blog Carolina e espero que este projeto venha para ficar. As maiores felicidades para si e a sua (linda) família.

  32. Sandra says:

    Carolina, muitos parabéns pela sua opinião tão verdadeira e pertinente !é mesmo isso! Calem-se as vozes da pseudo-sabedoria! Obrigado nunca me canso de a ouvir

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