Solidão, o elefante na sala

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Pensei muito antes de fazer este post, por várias razões. A primeira é devido ao facto de ser muito mais fácil falar das nossa felicidade do que da nossa fragilidade e a segunda deve-se à maneira distorcida e exagerada com que os meios de comunicação partilham as coisas que eu digo. Nenhuma delas é, no entanto, mais importante do que cumprir o propósito com o qual criei este blog : Falar de assuntos reais, que acontecem a pessoas reais, sendo eles bonitos ou não.

Não tive uma depressão pós-parto, nem imagino as dificuldades de quem passa por isso, mas a verdade é que todo o processo da gravidez e do nascimento do Santiago trouxeram momentos de felicidade extrema e alguns de tristeza. Tristeza essa que muitas vezes parecia tomar conta de tudo e que eu não conseguia explicar o porquê dela existir.

No momento final da minha gravidez comecei a sentir aquela coisa que os nossos pais nos diziam do “Agora tens muitos amigos mas vais ver que com o passar dos anos os amigos contam-se pelos dedos” e é verdade. As pessoas já não me ligavam com a mesma frequência para fazer programas (e atenção que eu percebo, eu já não estava capaz de andar em grandes andanças), via amigos meus em grupo nas redes sociais e sentia-me excluída, a minha familia apesar de vir cá a casa e de ligar não ligava vezes suficientes para aquilo que eu estava a precisar e no meio disto tudo ainda estava a mudar de casa. Passei muito tempo sozinha, tempo em que eu dava por mim a pensar “mas o que é que eu fazia antes?” porque parecia que estava a reaprender tudo, parecia que de repente tinha entrado oficialmente na idade adulta em que é cada um por si.

O Diogo sempre teve muita paciência para tentar entender aquilo que se estava a passar, mas a verdade é que eu também não lhe sabia explicar muitas vezes e sentia que o deixava aflito. Então evitava, a dada altura, passar-lhe essa preocupação. Depois também não ajuda o facto das pessoas assumirem que tu estás grávida e como tal estás com um brilho constante, que tens de estar sempre radiante e que é tudo maravilhoso. Claro que as grávidas são lindas (na minha opinião), claro que nos sentimos abençoadas, mas não é tudo sempre maravilhoso, nem tem de o ser. Mas a verdade é que sinto que não há qualquer tipo de espaço nem de liberdade para uma mulher grávida expressar tristeza. Parece que fica mal. 

Quando o Santiago nasceu senti exactamente a mesma coisa. Não havia espaço para expressar qualquer tipo de medo, qualquer tipo de aflição ou de preocupação. Tinha de ser tudo inteiramente feliz e radioso, ainda que eu tivesse aflita! Mais uma vez repito, não é que eu não estivesse feliz e a rebentar pelas costuras de alegria, mas havia momentos em que me sentia triste. Não infeliz, triste, aflita, assustada.

Com a chegada a casa e a chegada das visitas a minha ansiedade aumentou, sentia que as pessoas invadiam o meu espaço, sentia que olhavam para mim de lado quando eu intervinha como se eu fosse alguma psicopata controladora que não queria que ninguém tocasse no meu filho, e acima de tudo sentia-me EXAUSTA. Ao inicio nao distinguia a noite do dia, andava a cair pelos cantos a cair de sono e demorava algum tempo a decifrar o choro do meu filho. É normal, eu nunca tinha tido um bebé…Mas sentia constantemente que estava a falhar, que devia ser mais rápida, mais perspicaz, sentia sempre que nunca estava a ser tão boa mãe como devia. Se estiveres a passar por isto agora, ouve-me : É NORMAL. Demoramos algum tempo a decifrar os sinais e a conhecer os nossos filhos. NÃO ÉS MÁ MÃE, está só a APRENDER.

A verdade é que os ataques de choro repentinos, o cansaço extremo e o não distinguir a noite do dia passaram. Fui construindo a minha rotina, fui criando hábitos, fui conhecendo melhor o meu filho, fui ganhando noção de que podia e devia dizer “Não faças isso, faz assim” quando alguém fazia alguma coisa que eu não gostava e a calma foi-se instalando. Acho que nunca me tinha sentido tão sozinha como durante este processo e não era que estivesse. Mas sentia como se só eu é que soubesse aquilo que se estava a passar, e sentia que não o conseguia explicar. Muitas vezes por vergonha. Sentia-me culpada de ter episódios destes numa fase tão feliz.

A culpa não é minha.  Esta é uma fase de mudanças muito grandes, mudanças no corpo, mudanças na vida e mudanças HORMONAIS que nos fazem muitas vezes sentir as coisas a triplicar. Não é vergonha nenhuma sentirmo-nos sozinhas ou tristes, não é vergonha nenhuma assumir que estamos a ter dificuldades. Por favor falem com alguém, e se alguém vier falar convosco mostrem-se disponíveis, podem fazer toda a diferença.

Obrigada,

Carolina

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24Comentários

  1. Ana Rita Gomes says:

    Olá Carolina.

    Fui mãe à 4 meses do meu Francisco. Desde o primeiro dia que sempre foi um bebé muito calmo. No entanto também me senti muito sozinha e triste. Ainda hoje tive um ataque de choro. Se alguém me perguntasse porquê não sabia dizer. Apenas me sentia muito triste e cansada. Mas depois sinto-me mal por estar assim porque o meu bebé é sossegado. É difícil processar tudo o que acontece. Também não tenho muita ajuda do meu marido, está muito ocupado com o trabalho. E quando está disponível namora o filho 🙂
    Mas espero que seja uma fase e que passe até porque o regresso ao trabalho está a chegar.

    Muitas felicidades para ti e para os teus bebés. Beijinho

  2. Débora Afonso says:

    Sinto-me muitas vezes assim.. O meu filho já tem 7 meses e ainda me sinto assim exactamente como descreveste nesne post..

  3. Débora Afonso says:

    Sinto-me muitas vezes assim.. Apesar de o meu filho ja ter 7 meses muitas vezes ainda me sinto assim como descreveste no post.

  4. Sara says:

    Obrigada por este artigo…

  5. Raquel says:

    Olá Carolina. Descobri hoje as tuas palavras e sinto um alivio indescritível por saber que não fui a única a passar por essa fase. Tenho 24 anos, sou mãe de um casal de gémeos e a adaptaçao foi muito difícil. Muitas noites sozinha, muitas emoções misturadas, muito medo de falhar… Muito medo do amanhã,do próximo ano, dos próximos 10 anos até ahaha Mas não ha nada mais valioso que os nossos filhos, não é verdade? Obrigada.❤

  6. Catia says:

    Fomos mães com uma semana de diferença. E acabei de me rever neste texto. ❤❤ Beijinhos

  7. Cátia Ramos says:

    Estou grávida de 14 semanas, e só há 1 semana para cá é que posso dizer que ando “feliz” por estar grávida. Foi um bebe planeado, muitoooo desejado, mas foi um início muito difícil. Enjoar desde que me levantava ate deitar, não conseguir comer sequer, peso na consciência por saber que estava a prejudicar o meu bebé se não comesse, depois veio a anemia super baixa e o cansaço extremo. Estive um mês em que só estava de pé no trabalho, chegava a casa e deitava me e não conseguia fazer nada. Estava feliz por ter engravidado, mas sentia me super triste por estar assim, chorava constantemente por não conseguir estar 5min do dia “bem”. Valeu me o meu namorado que sempre me apoiou e assumiu as “rédeas” cá de casa e os meus pais e sogros que sempre ajudavam como podiam. Hoje felizmente sinto me melhor, mas sei que possivelmente vou ter fases assim outra vez, ate mesmo depois do bebe nascer. Não é vergonha nenhuma, é apenas a realidade. Estado de graça às vezes, não tem graça nenhuma, e quem não tem gravidezes calmas sem sintomas nenhuns, é realmente uma bênção, porque esta parte não foi nada fácil. Mas é bom, é tudo pelo melhor motivo da minha vida, e isso eu nunca duvidei. Beijinho Carolina

  8. Célia says:

    É nessa altura que é importante ter alguém ao nosso lado para desabafar o que achávamos que nunca nos passaria pela cabeça, digo eu que passei pelo dito stress pós parto na 2a gravidez… Caso contrário, provavelmente andaria no psicólogo, entupida de ‘drogas’… A chave foi aceitar que não estava bem, que precisava de ajuda e ultrapassar o receio do… O que vai ele pensar de mim… (sim…. Porque era tenebroso) Ter um homem com H grande ao meu lado foi e é fundamental 😉

  9. Elsa Brandão says:

    Olá Carolina !!
    A minha baby Maria ,como lhe chamo , tem 12 anos é o amor da minha vida … mas revi me muito neste teu post. .. voltei atrás no tempo ao lê lo . Obrigada pela partilha 🙂 bjinho grande tudo de bom não só hoje mas sempre ….

  10. Margarida says:

    Exatamente o que senti nos primeiros tempos com o meu pequeno S. que tem agora 3 meses e meio. Obrigada por partilhares a tua experiência.

  11. Angelina says:

    Revejo-me inteiramente nas tuas palavras Carolina e tambem em alguns dos comentarios deixados.
    Sou mae de uma princesa de dois meses e meio e o medo e a solidao invadem me muitas vezes. Medo de fazer mal as coisas, de falhar, de nao ser boa o suficiente para a minha filha, para o meu marido. Solidao nas pequenas coisas do. dia a dia com ela, sentir me mal por estar cansada e ter receio de o dizer aos outros, pois a “tua pequena é muito calminha, dorme bem, e es uma surtuda”
    É Bom saber que nao estou sozinha.
    Um Beijo grande 💜

  12. Alexandra says:

    Sou mae de uma princesa com 3 anos. Este texto é a pura realidade de como as coisas sao. Eu senti-me exactamente igual. Chorava sem saber porquê. O meu marido teve de regressar ao trabalho 1 semana apos o nascimento da nossa filha e isso foi super doloroso para mim. Lembro-me que no primeiro dia que fiquei sozinha com ela apoderou-se de mim um pânico enorme… e agora? Sera que consigo? E se ela sente que nao estou bem? Enfim… foi uma fase muito complicada. Hoje em dia, em certas situacoes, continuo a achar que posso estar a falhar…. que nao sou boa mae! Mas os filhos sao o melhor do mundo e valem cada lagrima cada sorriso cada angustia… afinal tudo isso é ser MÃE! Beijinhos❣

  13. Andreia Teixeira says:

    Revejo-me nas tuas palavras…tal e qual…tanto quando nasceu o meu primeiro filho agora com quase 3 anos e também passo por algo parecido com o nascimento da minha Valentina que tem 20 dias… Nunca pensei que fosse tão difícil ter de dividir as atenções…às vezes sinto um pouco de remorsos porque parece que estou a colocar o meu menino sempre em segundo lugar…a verdade é que a menina rouba-me muito tempo e atenção…às vezes nem consigo fazer nada. É inevitável sentir-me um pouco triste…ainda pra mais quando se tem um marido que trabalha fora e não está cá para nos ajudar… Ainda não me sinto muito bem…mas sei que é só uma fase e logo irá passar….ou assim espero…
    Beijinho Carolina

  14. Cristina says:

    Obrigada Querida Carolina. Obrigada pela partilha. As tuas palavras descrevem a realidade de milhões de mães. Obrigada por teres dado a voz a esta realidade. Muita saúde e amor.

  15. CatarinaMSRGAmaral says:

    Olá Carolina,

    Tenho 24 anos, penso que somos mais ou menos da mesma idade, e cada texto teu é como se fosse um tirado de mim nas palavras certas que não sei expressar.
    Tudo o que dizes, desde o que sentes com o Diogo, do quão bela é a vossa relação, ao que sentiste durante a tua primeira gravidez. Tudo. Também eu fiz a mudança no fim da gravidez, aliás as águas rebentaram na primeira noite que passei em minha casa. Bem, é quase tudo igual. Ao contrário de ti nunca sonhei ser mãe mas sê-lo tornou-se, inevitavelmente, a minha maior prioridade, alegria e função de vida.
    Às vezes sinto-me tão neurótica. Parece que não vou poder respirar novamente sem ter o meu filho em primeiro plano e este amor é tão avassalador, tão grande, tão esmagador que às vezes se torna em angústia. Parece que estou novamente na adolescência e me apaixonei pela primeira vez.
    Não há preparação possível para este amor e como todos os grandes amores é sofrido. Sofremos quando os ouvimos chorar e não o conseguimos acalmar, quando temos de os deixar para voltar ao trabalho.
    Como se isso não bastasse deixam-nos inseguras, dizem-nos a toda a hora o que fazer (e contradizem-se, contradizem-se imenso) dizem “não é assim”, “vais habitua-lo mal, não lhe dês colo” mas não o deixes chorar, “não o ponhas na tua cama, nunca mais o vais conseguir por na sua” mas tens de descansar também.
    O que nos vale é o instinto. Instinto esse que nos indica quase sempre o caminho certo e bons textos de outras mães que não nos dizem o que fazer mas, sim, dão nos a sua experiência sem pedir nada em troca. Escreves super bem. Pareces fazer tudo com uma enorme entrega e o teu mais recente single é qualquer coisa. Por tudo isso… Obrigada.

    Muitas felicidades.

    Obrigada Carolina.

  16. Diana Plínio says:

    Carolina, simplesmente obrigada! Fui mãe vai fazer 6 meses e revi-me nas tuas palavras.. ainda vivo tantas outras. Estranhamente conforta saber que não somos as únicas a sentir tudo isto que é difícil explicar na maioria das vezes e rara é a pessoa que nos entende. Um beijinho grande e felicidades 💛

  17. Filipa Rodrigues says:

    Este post é tão a vida de qualquer mãe. Tenho 23 anos, o meu filho 3 meses e sinto-me assim, é complicada a gestão de tudo. É sem dúvida a fase mais bonita que temos mas também a maior mudança e, talvez por isso, tenha momentos mais tristes e não é que não estejamos a transbordar de alegria e de amor.
    Obrigada por não nos deixares sentir sozinhas.
    Beijinhos

  18. Sonia says:

    Obrigada Carolina por escreveres sobre isto. O pós-parto está pintado socialmente para ser cor-de-rosa mas o que mostram as estatísticas é que mais de 80% das recem mães mentem quando falam disso.
    Se há coisa que aprendi foi que pedir ajuda não é vergonha nenhuma.
    Por favor mães sejam honestas convosco próprias e com quem vos rodeia. Continuar a dizer “sim está tudo bem obrigada” não ajuda em nada se não for mesmo verdade.

  19. Ana says:

    Carolina antes demais muitos parabéns pelo teu testemunho. Costumo pensar que só conhecia mães perfeitas antes de ser mãe. Afinal os bebes eram sempre perfeitos, as mães sabiam sempre tudo e andavam sempre radiantes. Só tive uma amiga que me alertou para tudo, e nunca me esqueci dela dizer ” não te assustes vais chorar muitas vezes!!!” na altura achei completamente estranho! E mais estranho ainda achei quando estava com a minha filha, hoje com 20 meses, e só me apetecia chorar e estava triste quando este era o maior sonho da minha vida! É muito bom existirem pessoas que não teem medo de dizer a VERDADE porque ajuda muita gente a achar que afinal e tudo normal, somos humanas, apenas sofremos uma mudança gigante na nossa vida pois deixamos de ser nós e passamos a ser apenas a mae de… Mas no final de tudo somos tao, mas tao felizes!!! Um beijinho grande a todas as mães

  20. Francisca Franco Madaleno says:

    Olá Carolina,

    Tenho dois filhos com 7 e 4 anos. Fui Mãe aos 23 anos e foi a situação mais dificil para mim. Fui constantemente repreendida por ter um bébé tão cedo, porque havia tanto para viver e viajar e etc… os meus pais, avós, tios e até os padrasto/madrasta acharam que deviam meter a “colher” deles na nossa vida.
    Senti-me todos os dias assim com o mais velho até ele ter quase um ano e com o mais novo foi ainda pior. Ele fracturou o cranio com 4 meses, esteve internado 1 mês. Quando saímos do hospital, só queria estar sozinha, vestir me de preto, fechar me às escuras. Passei provavelmente um ano e meio assim. Espero que o teu texto chegue amuita gente, porque a verdade é que é tal e qual como referiste, não estás a fazer nada de errado, é natural. O teu corpo acaba de pôr no Mundo um ser humano, nada de fácil e de obvio. São 40/42 semanas em que eles vivem em ti, contigo dentro de ti, todo o tempo e a sensação de “abandono” que deixam é enorme. Estão cá fora, mas já não estão lá dentro.
    Força Carolina, aposto que és uma Mãe espectacular. Qualquer coisa que precises, diz. Ser Mãe é “trabalho e conhaque” não é só trabalho, infelizmente também não é só conhaque.

    Beijinhos,
    Francisca Franco Madaleno

  21. Soraia says:

    Olá, tenho um lindo bebé de 3meses e revejo-me totalmente nesse texto! Além de tudo isso ainda há os “palpitadores” , como gosto de chamar, que têm de dar palpites em tudo. Somos mães de primeira viagem, não sabemos tudo mas queremos aprender por nós, provavelmente iremos errar á primeira mas depois já saberemos como fazer!! Irrita me profundamente acharem que só porque criaram 2/3 filhos sabem tudo, eu cá prefiro seguir o meu instinto!! Beijinhos

  22. Joana says:

    Revejo-me em cada palavra, excepto na parte em que o Diogo se esforçou para te compreender. Nunca tive disso. Sempre fui acusada de estar a ficar maluca e ser paranóica.

  23. Inês says:

    Parabéns pela coragem. Precisamos de mais mulheres assim! A maternidade é um treino e aprendizagem constante. No pain, no gain! Mas até nós mulheres temos culpa no cartório. Quando deixarmos de competir umas com as outras e de ser tão exigentes, seremos mais plenas e felizes. Sofri tudo isso mais um pós parto dantesco e o internamento do meu filho durante 7 dias assim q nasceu. Ao ponto de eu olhar p ele tão pequenino e não conseguir sentir o tal elo! Eu lutava pela minha vida e ele pela dele, com dois pisos de distância entre os dois. Quando cheguei a casa chorei… durante 4 meses… todos os dias! Com medo, dor, cansaço, revolta, solidão e por ai fora. Mas sabes Carolina? Assim aprendemos a ser ainda mais fortes. E a ser ainda mais felizes! Podia apenas haver um “niquinho” mais de tolerância por parte das mulheres que nos rodeiam: mães, amigas, tias, irmãs, avós, desconhecidas no supermercado que fingem n ver os carrinhos de bebé, mamãs Aptamil que olham de lado para as nódoas na nossa roupa e para as raizes do cabelo por pintar… Eu estive 15 dias internada, com anemia, hipertensão, restos placentarios, uma infecção jeitosa e a cicatriz da cesariana aberta. Consegui amamentar até os 2 meses XD para mim uma vitória, mas ainda hoje há gente que me aponta o dedo. Só porque sim… enfim se chegaste ao fim do meu comentário obrigada por teres lido. As maiores felicidades do mundo e venham mais posts dai

  24. Maria Teresa says:

    Muito obrigada pelo teu post. Revi-me nele e posso dizer que me deu um certo alivio saber que há mais mulheres a passar pelo mesmo que eu. Não é nada fácil. A minha bebé tem 5 meses, estou super feliz, é o amor da minha vida, mas ao mesmo tempo nunca me senti tão sozinha e triste. E depois, como disseste no post, parece que “Fica mal” dizermos que não estamos felizes a 100% como era suposto… A vida altera completamente e é preciso adaptarmo-nos à nova rotina, ao nosso bebé, ao facto de sermos mães pela primeira vez, às nossas inseguranças, medo de ser má mãe, etc.
    O que vale é que as coisas vão melhorando à medida que o tempo passa.
    Felicidades para a vossa família <3

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